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Análise: F1 2010

 Jogos de formula 1 sempre tiveram a eterna dúvida: Simulação ou Arcade? Ao longo dos anos, diferentes produtoras mostraram sua visão do esporte. Desde a Namco com o eterno Pole Position dos anos 80, passando pela SEGA com os 2 Super Monaco GP, a Microprose com a sua série Grand Prix nos PC’s (e que por pouco não esteve na geração passada), a Human com o F1 de N64, a EA também fez parte desse pelotão, a Atari e a Sony, todas com jogos diferentes. Eis que uma empresa que é uma das melhores em jogos de corrida, a Codemasters assume a franquia oficialmente em 2009. A experiência anterior em jogos de corrida do tipo fórmula da Codemasters vem do jogo de F-Indy do PS2. Será que ela se deu bem com a edição 2010 de F1? É o que veremos!





O jogo é baseado na temporada de 2010 da Fórmula 1, mas caso você queira, poderá criar seu piloto e gerenciar sua carreira. Vitória, Glamour, troca de equipes, contratos milionários, tudo ao seu alcance. Mas…
Não pense que ser um superstar das pistas será tarefa fácil, o jogo foi feito com a versão (até então) mais recente da Ego Engine, da própria Codemasters, o que garante certa semelhança com Grid e DiRT 2. Antes de mais nada, boa parte do que você joga pode ser customizado, desde a quantidade de voltas, até o nível de simulação de danos do carro, desgaste dos pneus e gasolina.
Nas pistas, você pode escolher se será um fim de semana curto (dividido em treinos livres, o classificatório e a corrida), ou o fim de semana longo, aonde é mais parecido com as regras da F1 do ano corrente, aonde o treino classificatório é dividido em três partes. A dirigibilidade é ao mesmo tempo acessível e complexa. Ligando as ajudas, o necessário a se fazer é apenas acelerar e fazer as curvas, tendo o cuidado de frear quando necessário. Ainda assim, será difícil dominar os circuitos, e qualquer deslize pode significar uma visita ao muro mais próximo.
Os traçados dos circuitos, obviamente são recriações fiéis dos reais, embora eu que esteja acostumado com o F1 2006, estranhei um pouco as curvas finais do circuito da Catalunha. Correr na chuva é algo realmente bonito de se ver, e por exemplo, o circuito de Cingapura (corrida noturna) é bem bonito.
Os modelos dos carros estão bacanas, semelhantes as contrapartes reais, embora os mecânicos pareçam meio robóticos, na minha opinião. Uma das coisas que não gostei, foi a falta de pilotos nos cockpits durante as provas, não que isso seja algo pra se alardear, mas poxa, um jogo de 16 anos atrás (GP 2) tem. Aliás, esse “defeito” é visto aqui nas screens, mas em screens do jogo que estão na internet, há pilotos, algo que averiguarei melhor posteriormente.
Outra coisa que incomoda pessoas com olho clínico ou que não tem mais o que fazer, são algumas texturas em baixa nas árvores em torno dos circuitos. Os destaques aqui, ficam para o circuito de Cingapura, um colírio para os olhos (não é a toa que ele ilustra o review) e as corridas na chuva, principalmente quando se usa as cameras do cockpit.
No modo carreira, você não apenas tem que correr, mas cumprir os objetivos estipulados pela sua equipe, e lidar com a imprensa em suas entrevistas, pois suas respostas lá, podem influenciar a maneira que seus chefes lidam com você (sempre cheque sua Agente para saber) e como as outras equipes vêem você, então isso é bem importante.
Sonoramente é agradável, tem umas músicas de elevador como temas de menú, uma dublagem até que bem feita (apesar de não serem tantas falas), e durante as sessões de treino, quando se acelera o tempo, tocam umas faixas bacanas, de artistas conhecidos (ou não). Barulhos de motor, giros e tudo mais estão ótimos.
E voltando um pouco ao quesito de jogabilidade, uma coisa que F1 2010 herdou de GRID (e da Ego Engine), é a função Rewind. Quando você faz uma curva mal feita e acaba rodopiando ou sofrendo um acidente, acione imediatamente a opção de Replay Instantâneo, e com o apertar de um botão (F12 no PC), você poderá voltar no tempo para um pouco antes do momento fatídico. Essa mãozinha útil é limitada de acordo com a dificuldade, então use com sabedoria.
Finalizando, F1 2010 ainda não é a experiência definitiva de Fórmula 1, mas é um grande jogo para os fãs do automobilismo e obrigatório para estes. Os demais, dêem uma jogada antes de comprarem em definitivo, pois o jogo não pega leve em NENHUM MOMENTO.
Nota Final: 9/10

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